segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O Cabeçalho do Clímax.

Se da tua água eu posso tomar, que eu tome toda água do mar,
Mas nele nunca caberá o amor que sinto por você.
Posso ingerir todo amor que você pode me dar,
Posso retribuir cada gota de seu amar,
E cada dia mais podemos um ao outro ser.
Ser a metade, ser completo, ser o afago, ser o afeto.
Ser o errado, ser o certo, ser o orvalho, ser o vento.
Ser o palhaço, ser o seu alfabeto, ser a linguagem, ser o seu dialeto.
Ser o pai, ser o irmão, ser a melodia a mais nessa canção.
Ser o simples fato de acontecer, ser o abstrato amanhecer,
Ser meu, ser seu, ser nosso, ser o que mais quero e ser o que posso.
Ser o possível, ir além do meu alcance,
E quando nos enganarmos e nos tornar insensível, der-nos mais uma chance.
Quando nos perder, um ao outro se encontrar,
E levantarmos a cabeça e reconhecer que temos um destino a traçar.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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