Quando do alto eu assoviar, sinta o vento meu som te levar,
Será eu te chamando do alto da colina,
E quando eu em seu ouvido encostar, serei o próprio vento a te tocar,
Dizendo-te: “eu te amo minha menina.”
Não se assombre e não me espere, me encontre, me recebe.
Não sou de outro mundo, não sou aquele mesmo tudo,
Mas ainda sou o mesmo que desejava o mesmo futuro.
Mesmo que eu não seja mais participativo em suas atividades,
Serei seu vigia e te guiarei à sua felicidade.
Minha carne, meus ossos, minha alma,
No início será a sua tristeza, mas depois isso acalma.
Você se acostumará, pessoas novas surgirão,
Sei que nada me substituirá, e que ainda haverá minha vaga em seu coração,
Mas você precisa me esquecer pra me eternizar,
Abrir os olhos e perceber que a vida tem que acabar
Pra uma nova vida nascer e a minha alma por ti rezar,
E eu posso te jurar que nunca abandonarei você,
E nossos momentos iremos sempre lembrar.
Vou lembrar nossas risadas, nossos programinhas,
As aulas atrasadas, as historinhas, as cabeçadas, a companhia,
As aventuras marcadas, a sorveteria, os abraços e harmonia,
E sobre as lágrimas, em meio à poesia, receba a minha carta com toda alegria.
Não estarei presente na prática, mas estarei sempre em sua teoria.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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