Após o frio veraneia e o sol vem clarear.
Imagino, o calor incendeia e brilha o alivio no mar.
Em minha boca vem a sede, em minha venta o vento quente,
No campo a grama verde, o verão meu peito sente.
Coqueiros tortos desenham e convertem um coração,
Espelhos mansos refletem contra a escuridão.
Cantando uma bossa, ponho óculos de sol, boné e saio a procurar,
Mais solitários que eu, encontro uma rosa, um girassol, mas não vejo quem quero encontrar.
Passarinhos cantam, assobiam os sabiás,
Seus males espantam quando começam a também cantar.
Tanto canto encanta, mas não espanta,
É forte meu santo, mas amo uma santa.
Quarenta graus, mas com vinte meu amor já fervia,
Querendo mais do calor da quente companhia.
Vou matar minhas vontades, tirar meu coração do varal,
Sem pecar na vaidade, sem nenhum mal,
Amar-te de verdade do natal ao carnaval,
E ir além de tudo isso, pois o verão é só o inicio.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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