Ao risco do lápis corro o risco de me arriscar,
Corro a corrida no decorrer da descrição,
Traço a trazida e traduzida forma de formatar,
Respiro as letras espirradas,
Minha inspiração.
Sob meu papo, o papel,
Sobre meu papo, o cordel.
Cordas me soltam, dão corda e saltam,
Me acordam, concordarão.
Palavras me prendem, palavreio o palavrão,
Barbeadas bordas virando bordão.
Será que bordarão? A vida dada tirada da mão,
Manejam a minha razão.
Detesto tudo, humanos imaturos,
Protesto mudo, mudar o mundo, mera ilusão.
Vivendo absurdos. Cegos vendo surdos,
Surdos ouvindo mudos a gritar, obrigação!
Pense nisso primeiro, do mundo não seja herdeiro,
Mas nele aprenda a se virar com o coração.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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