Marília, és loira, és mulata, és negra, és como quiser,
És a vida, és humana, é uma doce mulher.
Mulher, és fraca, porém Marília és forte,
Quem te beija, te abraça, és o dono da maior sorte.
Tão bela, belos são seus olhos como o mar,
Tão mera, mas é certo que é impossível não a amar.
És da fruta a poupa, és da flor o bálsamo,
És do tecido a pronta roupa, és do cupido o alvo,
“Pois quero ser-te o homem de sorte, dar-te meu amor,
Dar-te minha vida, dedicar minha morte se por ti ela for”.
Tão terna quanto ternos noivos és Marília,
És a estrela a brilhar no céu.
Serás eterna como poetas novos e a poesia antiga,
Serás sempre a destreza inspirada neste papel.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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