terça-feira, 8 de março de 2011

O Lobisomem & A Prata.

A prata brilhou na pedra,
Uma pedra que era de prata,
A lua que brilhara não era preta,
A noite escura era preta sob a lua de prata,
O eclipse fez a luz presa e trouxe a praga,
E toda a beleza ficou escassa.
A falta de amor aqui embriaga,
A música tocando era brada,
Minha pele ficara tão pálida,
E meu coração à lua apela,
Uivando como um lobo,
De novo e de novo,
Amando profundo como um louco,
Qualquer dor do mundo era pouco.
Deitando ao sereno gritando à serena mulata,
Para provar do veneno que dela exalta.
Oh mulata, mortal é para mim a prata,
Mas a tomarei com minha espada.
O eclipse se desmanchou,
E a lua olhando para onde estou,
E a dama dos meus uivos ressurge sobre a praça,
E do meu culto surge à coragem que me mata.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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