terça-feira, 8 de março de 2011

Observando...

Na madrugada,
Tão mera, tão calada,
Necessariamente entre o diário e o noturno,
Em torno do meu calendário, do meu mundo.
Relativamente calmo,
Revelado caleidoscópio,
Deixaria qualquer um pasmo,
A realeza da flor de lótus.
Na minha posição astral,
Descendo dos céus no meu triste quintal,
Tão difícil quanto tirar o dente de um leão,
Vindo em minha direção,
O brilho na escuridão,
Minha doce estrela de algodão.
Pra quem é bom em matemática,
És a equação da função,
Com a simples temática,
De que o amor que sempre esperava
Aderia ao meu coração,
Na amarga madrugada
Que se tornou doce sem nenhuma canção.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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