A lua brilha irradiando
Sua prata junto à maresia.
E meu peito lacrimejando
O rasgo da doce faca da melancolia.
À minha frente o atlântico,
Sob meus pés a areia,
Em meu ser um romântico,
Cuja paixão corre nas veias.
Passo a passo, passo as marolas,
Vou à procura de ti, sereia.
Sigo peitando as ondas,
Meu amor por aqui semeia.
Braço a braço, passo a nadar,
Mergulhando,
Vejo teus cabelos às águas se misturando,
E a sua beleza vem me cegar.
“Quem dera ser um peixe”,
Para em teu límpido aquário mergulhar,
Fazer borbulhas de amor pra te encantar,
Passar a noite em claro,
Dentro de ti, um peixe,
Para enfeitar de corais a tua cintura,
Fazer silhuetas de amor a luz da lua,
Saciar essa loucura dentro de ti...
(Hugo Arcanjo Oliveira, inspirado em Borbulhas de Amor, Raimundo Fágner)
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