Sentado espero pelo que sei que não irá chegar,
Iluminado, estou cego, sinto o vento querer me levar.
Vejo a lua entre as nuvens se esconder,
Nasce clima de torpor.
Vejo, posso ver, pois estou cego de amor.
Pouca luz, o vento triste sopra minhas lágrimas,
Sangue em pus, meu silencio persiste e o sentimento cobra minha alma.
Sou um mal amado, sou um anjo sem ser alado,
Estou triste e solitário, mas não sou um calvário.
Queima meu peito, pega fogo meu coração,
Que és mole como concreto, sou uma triste multidão.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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