terça-feira, 8 de março de 2011

A Valsa Do Silêncio.

Os violinos tocam e a valsa começa,
Sem musica, palavras sem conversa,
O imenso tomou conta do lugar,
E o silêncio tornou a me tomar.
Parado observou-se um brilho,
Entre jardins de nuvens e céus de flores,
Sem abrigo, não observei esse labirinto,
Pois estava obcecado entre amores e rancores.
Viu-se a estrela ensangüentada,
O olhar se espelha pelas lágrimas arrasadas.
O som do silêncio não vinha da sua harpa,
Eram o bater das suas asas depenadas.
Como pode haver tanto sofrimento em tanta beleza?
Que argumento teria causado tanta tristeza?
O amor seria o seu grande vilão?
Se for, deve estar como eu, em pedaços o coração.
Deixou-se o som voltar, a música estava a tocar,
Harpas, violinos, piano e violão,
Chamei-a pra dançar, pedi pra não se preocupar,
Pois entendia sua razão,
Pedi pra me amar, quero te conquistar,
Em fim a pus pra ninar e dormir em meu coração.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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