Astronauta do arquipélago de um coração só,
No espaço, entre mares, ilhado, peito dado nó;
Pirata da constelação de uma brilhante estrela,
Perdido na imensidão de alegrias e de tristezas;
O infinito da alameda deste teu lábaro,
Tomando-me cada centímetro quadrado,
Entre labirintos, labaredas e lábios,
Vivo a platônica vereda exagerado.
Onde o riso escraviza meus olhos,
Alforria meu peito, alado Phoenix,
Renascente de amor após o ódio,
Devoto desse perfeito frenesi.
Tal sentimento que me torna em milhares,
Vôo milhas e milhas em vários lugares,
Ouvidos cegos e olhos surdos de amor,
Vôo para a ti ser namorado; admirador.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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