quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Beira-Mar.



Aqui estou diante ao mar,
Onde o vento me desafia,
Apenas uma triste maresia
Que da tua mão não me faz largar.

Sentamos na areia que aos pés cobriu,
Vendo o sol se por diante a nós,
Nesse calor, parece que nunca houve frio,
Quem dera se estivéssemos a sós.

Nossos cabelos soltos ao vento,
Nossas faces amassadas de espanto,
O vento leva nosso poético canto,
Soando nossa melodia ao relento.

A luz crepuscular desenha a curva do teu seio,
Ela brilha em tuas lentes, já desnecessárias,
E o som do laranja mar me atenta a passeio,
Asseguro-me a tuas pernas a mim entrelaçadas.

Aos aplausos o sol se vai,
E a noite vem à apresentação,
Enquanto da areia a gente sai
Com preenchido amor no coração.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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