quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Flores & Ventania.



O meu coração bate como às folhas
Em galhos ao passar da ventania,
Que corta o cabelo como navalhas,
Destruindo romarias e tiranias.

Explode o peito como prado no deserto,
Acolhe ao conceito: o prelúdio, o errado e o incerto;
Porque a razão só decifra o amor quando quer?
Ou o destino colhe a flor quando bem quiser?

Corro os riscos do destino e as suas flores,
Entrego-me entre o inútil e o longânime,
Saborear distintas dores e amores,
Tirar o meu sentimento do infame.

Ilustrarei uma arte na parede dos sonhos,
Chamá-la-ei de realidade, ou felicidade;
Se não puder matar a sede dos meus olhos,
Que não me tire à identidade ou a fantasia,
Que este meu coração ainda bata como às folhas
Em galhos ao passar da ventania.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

Nenhum comentário:

Postar um comentário