segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O Choro Das Nuvens.


Intercalados meus olhos assistem
O chorar das nuvens pela janela,
E a cada grito dos céus que entristecem,
Reflete ao vidro a alegre face dela.

Só por um momento isso me faz sorrir,
Mas penso: ”serás que estás chorando?”;
Iludindo o sentimento, o ignorando
Com farsa idéia orgulhosa de partir.

Se me amas, como se atreves a me negar?
Ao próprio coração não se pode enganar.
Aproveita a musica que em meus olhos brilham,
Vem, dança a verdade que teus olhos cintilam.

Vem banhada das lágrimas da triste chuva,
Grita meu nome na porta da minha casa;
Pede abrigo em meu peito, ponha-se a desculpa;
Molha-me e me abraça, diz que me ama em voz brada.

Quero vê-la entregue em meus braços vazios,
Entre sorrisos vindos do peito aos olhos,
Com lágrimas as tuas covas formar rios,
Que alagam meu ombro em simultâneo grito ópio.

Saborear com o paladar dos meus ouvidos,
O brilho do olhar que tu trazes em voz doce,
Confessando que tu queres ficar comigo,
E diz que o paraíso começará esta noite.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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