Acordei com o
brilho do dia,
Uma paz tirou a
pedra em meus olhos,
O vento
atravessou a manhã fria,
Com esse seu
silêncio estrondoso.
Sob a primavera,
asas na cama,
Em seu sono de
bruços, o drama;
Não eram
borboletas, não eram pássaros,
Havia um anjo
deitado ao meu lado.
Com seu rosto
angelical e delicado,
Tão pacífico, e
alegre de olhos fechados,
Ao que seu
sorriso vem a me dizer:
“Não me acorde,
estou sonhando com você.”
Encantado,
trago-lhe o café da manhã,
Ponho-o ao teu
lado, espero, e sento num divã,
Tal um serafim,
observando a sua magia,
Escritor de
jardins, jardineiro de poesias.
Esperando a
pedra sair dos teus olhos,
Pra te dar
promessas, sonhos e votos,
Só palavras
fortes de pontos fracos,
Intocáveis, que
sejam realizados.
Nosso sentimento
é raro e crescente,
É como
cerejeiras japonesas.
E ser amante, é
ser sábio e inocente,
Deixar o amor
florescer sua nobreza.
(Hugo Arcanjo
Oliveira)

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