Tenho saudades de
quando acordava
Cedinho só para
assistir desenhos;
De quando a minha
roupa sujava,
De cobrir a
cabeça do sereno.
Lembro que a minha
maior preocupação
Era o sabor de
sorvete a escolher;
E a lembrança
aperta o meu coração,
E o sorriso eu nunca
pude conter.
Que falta faz brincar
na porta de casa...
Ah, quando
criança eu tinha apelidos e asas!
Eu tinha tanta
imaginação!...
Podia
transformar uma caixa de papelão em um avião!
Meus brinquedos
espalhados,
E as formigas em
meus doces.
Nostálgico é gritar
à minha mãe pelado:
"Mãe, esqueci
a toalha, me traz? Aquela com todas as cores!”
Lembro-me de quando
minha única dor
Eram meu pobre queixo
e joelhos ralados.
Eu podia dançar sem
nenhuma música,
Cantar no
banheiro e ventilador,
Com os meus
berros e disco arranhados.
Eu era como meus
amigos e meus cães,
Só achava o sono
na cama dos meus pais;
E quando vestia
a roupa da minha mãe
Só para se sentir
como "gente grande"?
Será que nossas
infâncias foram iguais?
Sinto saudades do
tempo que não volta,
Dos momentos que
podem ser esquecidos,
E aposto que há
histórias em minha memória,
Mas que pelo
tempo, muitos foram perdidos.
Eu já havia
escutado que crescer não era tão bom assim,
E pior que é
verdade, crescer não foi nada bom! É ruim!
E hoje vejo a
inocência na natureza de outras crianças,
E meus olhos
brilham, e meu sorriso fica bobo...
Que saudade da
minha infância!
(Vanessa Santana
& Hugo Arcanjo Oliveira)

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