sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Infância, Lego & Pirulito.



Tenho saudades de quando acordava
Cedinho só para assistir desenhos;
De quando a minha roupa sujava,
De cobrir a cabeça do sereno.

Lembro que a minha maior preocupação
Era o sabor de sorvete a escolher;
E a lembrança aperta o meu coração,
E o sorriso eu nunca pude conter.

Que falta faz brincar na porta de casa...
Ah, quando criança eu tinha apelidos e asas!
Eu tinha tanta imaginação!...
Podia transformar uma caixa de papelão em um avião!

Meus brinquedos espalhados,
E as formigas em meus doces.
Nostálgico é gritar à minha mãe pelado:
"Mãe, esqueci a toalha, me traz? Aquela com todas as cores!”

Lembro-me de quando minha única dor
Eram meu pobre queixo e joelhos ralados.
Eu podia dançar sem nenhuma música,
Cantar no banheiro e ventilador,
Com os meus berros e disco arranhados.

Eu era como meus amigos e meus cães,
Só achava o sono na cama dos meus pais;
E quando vestia a roupa da minha mãe
Só para se sentir como "gente grande"?
Será que nossas infâncias foram iguais?

Sinto saudades do tempo que não volta,
Dos momentos que podem ser esquecidos,
E aposto que há histórias em minha memória,
Mas que pelo tempo, muitos foram perdidos.

Eu já havia escutado que crescer não era tão bom assim,
E pior que é verdade, crescer não foi nada bom! É ruim!
E hoje vejo a inocência na natureza de outras crianças,
E meus olhos brilham, e meu sorriso fica bobo...
Que saudade da minha infância!

(Vanessa Santana & Hugo Arcanjo Oliveira)

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