Todos os relógios eu tento
parar,
Para a saudade demorar
atacar,
É que eu quero que haja muitas
noites em vinte e quatro horas
Para que aconteçam milhões
de sonhos, milhões de histórias.
Quero poder confundir os
horários,
Farei das lágrimas risos
hilários,
O amanhecer beijará o anoitecer,
A morte não será nada a
temer.
Não quero deixar tudo pra
depois,
Pra não ter que dizer que
não há mais tempo,
Quero estar contigo vivendo
a dois,
Findando as tristezas e sofrimentos.
Parar relógios é o que eu
tento,
Todo esse esfolio pra lhe
ter,
Mas não adianta, mesmo sem
tempo,
É muito tempo sem você.
(Hugo Arcanjo Oliveira)

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