terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Relógio.




Todos os relógios eu tento parar,
Para a saudade demorar atacar,
É que eu quero que haja muitas noites em vinte e quatro horas
Para que aconteçam milhões de sonhos, milhões de histórias.

Quero poder confundir os horários,
Farei das lágrimas risos hilários,
O amanhecer beijará o anoitecer,
A morte não será nada a temer.

Não quero deixar tudo pra depois,
Pra não ter que dizer que não há mais tempo,
Quero estar contigo vivendo a dois,
Findando as tristezas e sofrimentos.

Parar relógios é o que eu tento,
Todo esse esfolio pra lhe ter,
Mas não adianta, mesmo sem tempo,
É muito tempo sem você.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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