sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Dormindo Demais Sobre Os Falsos Sonhos.



O dia vira noite, isso é tão medonho,
Como se teu colo foste tão estranho,
Mas é apenas hipótese, confesso.

E eu queria que fosse como aos sonhos,
Que a cada amor, variam-se os tamanhos,
O nosso, imenso, um universo.

Em realidade, é tão bruto, tão terno,
Só vaidade, sem vão, teu fruto é emérito,
Cabe a qualquer um nessa imensidão.

E eu durmo com os meus olhos abertos,
Mendigo as migalhas do teu pão e sexo;
Luto a não perder-te na multidão.

E os falsos sonhos que atravessam o olhar,
Dizem que a minha solidão um dia vai acabar;
Enquanto eu penso em te tirar do coração.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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