domingo, 24 de fevereiro de 2013

A Valsa Do Silêncio.



Violinos tocam e a valsa começa,
Sem musica, palavras sem conversa,
O imenso tomou conta do lugar,
O silêncio veio e tornou a me tomar.

E parado, quem pode, observou um brilho,
Entre jardins de nuvens, céus de flores;
Sem abrigo, não observei o labirinto,
Pois estava obcecado entre rancores.

Ao longe, avistou-se a estrela ensanguentada,
O olhar se espelha as lágrimas arrasadas.
O som do silêncio não vinha da tua harpa,
Era o bater de tuas asas depenadas.

Como haver tanto sofrimento em tanta beleza?
Que argumento teria causado tanta tristeza?
Também pudera o amor ser o teu grande vilão?
Se for, está como eu, em pedaços o coração.

Bastou o som voltar, a música estava a tocar,
Com as harpas, metais, violinos, piano e violão,
Chamei-a pra dançar, pedi pra não se preocupar,
Eu segurei à tua mão, pois entendia à tua razão,
Botei-a pra ninar e dormir em meu coração.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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