Violinos tocam e a valsa
começa,
Sem musica, palavras sem
conversa,
O imenso tomou conta do
lugar,
O silêncio veio e tornou a
me tomar.
E parado, quem pode,
observou um brilho,
Entre jardins de nuvens,
céus de flores;
Sem abrigo, não observei o
labirinto,
Pois estava obcecado entre
rancores.
Ao longe, avistou-se a
estrela ensanguentada,
O olhar se espelha as
lágrimas arrasadas.
O som do silêncio não vinha
da tua harpa,
Era o bater de tuas asas
depenadas.
Como haver tanto sofrimento
em tanta beleza?
Que argumento teria causado
tanta tristeza?
Também pudera o amor ser o teu
grande vilão?
Se for, está como eu, em
pedaços o coração.
Bastou o som voltar, a
música estava a tocar,
Com as harpas, metais, violinos,
piano e violão,
Chamei-a pra dançar, pedi
pra não se preocupar,
Eu segurei à tua mão, pois entendia
à tua razão,
Botei-a pra ninar e dormir
em meu coração.
(Hugo Arcanjo Oliveira)

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