domingo, 25 de agosto de 2013

Retirada.


Enquanto houver amanhã
Devem ainda caminhar hoje
Os pés cansados de ontem.

Nem que mude o chão e o divã
Mas que não se distorce e se esforce
Seja por atalhos ou siga a linda reta da ponte.

Sem descansar, sem cessar,
Pois o futuro a Deus pertence,
Mas o destino é a gente quem faz.

A esperança que morre, renascerá,
Num surto de suas linhas tênues,
Realizando por instinto o que satisfaz.

Enquanto houver amanhã
A loucura diária de não ser o primeiro
Desenhará a sorte escrita em teu céu.

Nem que mude o chão e o divã
A retirada dos sonhos do travesseiro
Será como o retirar um plano do papel.


(Hugo Arcanjo Oliveira)


Nenhum comentário:

Postar um comentário