Enquanto houver amanhã
Devem ainda caminhar hoje
Os pés cansados de ontem.
Nem que mude o chão e o divã
Mas que não se distorce e se
esforce
Seja por atalhos ou siga a
linda reta da ponte.
Sem descansar, sem cessar,
Pois o futuro a Deus
pertence,
Mas o destino é a gente quem
faz.
A esperança que morre, renascerá,
Num surto de suas linhas
tênues,
Realizando por instinto o que
satisfaz.
Enquanto houver amanhã
A loucura diária de não ser
o primeiro
Desenhará a sorte escrita em
teu céu.
Nem que mude o chão e o divã
A retirada dos sonhos do
travesseiro
Será como o retirar um plano
do papel.
(Hugo Arcanjo Oliveira)

Nenhum comentário:
Postar um comentário