terça-feira, 1 de outubro de 2013

Século XXI.


A sociedade aprendeu a se maquiar,
Ser beata de uma moda démodé;
Trancando-se numa cadeia linear,
São atores de um roteiro mais clichê.

Basta-se inventar o que é “bom”
E então a “boa” sociedade segue,
Pois não importa a destreza e o dom,
Ninguém percebe, a merda fede.

Eles compram o que não precisam,
E jogam fora no dia seguinte;
Tiram suor e sangue dos famintos,
E os caretas são os puros e virgens.

Eles ouvem os mais bonitos,
Eles veem os mais ridículos,
Por mais que mereçam o contrário,
E quem tenta os acordar é otário.

Hoje a bunda importa bem mais que o cérebro,
E a prostituição é importada da esquina;
Tu não prestarás se fores honesto,
Corte a cabeça e não sopre a ferida.

O poder tá no ultimo celular lançado,
Todos acham que todo roqueiro é viciado,
E pensam e temem que todo padre é viado,
Na certeza que todo mendigo é drogado.

Pastores vendendo milagres,
Pessoas se dizendo incapazes;
Robôs que substituem o homem,
E a África ainda morre de fome.

A “velha” família está sendo ameaçada,
Nossa reprodução está sendo freada;
As culturas gritam em agonia,
Eles as reprimem em demasia.

O ladrão hoje tem cara de advogado,
E o trabalhador, de desempregado.
Ninguém sabe quem é homem ou mulher,
“Não oriente seu filho, deixe-o ser quem quiser!”

Os jovens dão as costas para à política,
O tráfico paga mais que a polícia;
A realidade é implantada da tevê,
E é dali que tudo vem a acontecer.

No Nordeste ainda tem miséria e seca,
No Sudeste a chuva é o problema maior;
A Amazônia fica pelada e estreita,
E o assunto ainda é novela e futebol.

E perdendo a responsabilidade,
A libertinagem não é liberdade;
Esqueceram que Deus foi Quem criou o mundo,
E eu torço muito pelo fim de tudo.


(Hugo Arcanjo Oliveira)


Nenhum comentário:

Postar um comentário