Despedidas não se divergem, elas são
assim:
Chorosas, risonhas, medrosas até pra
mim.
É um momento de festa, mesmo com
lágrimas,
De agradecimentos e perdão pelas
lástimas.
Mais uma vez deixo meu posto,
Por mais uma vez deixo o gosto
De saudade em quem conheci.
Mais uma dose de euforia,
Seria talvez uma alforria?
Não ao deixar o que bem convivi.
Um “bom dia”, a sensação de que o dia
apenas começou,
Com ou sem alegria, à noite percebo como
tudo melhorou.
A presença de um colega... Não, amigo!
Hoje irei embora e nada levarei
comigo...
Nada? E o que eu vivi? Morre?
Desde a entrada o que senti foi enorme!
Levo lembranças, carinhos, amizades,
Um riso bobo, uma lágrima de felicidade.
Foi pouco o tempo que passei,
Poderia ter sido maior, pena que não.
Eu vou, mas prometo que voltarei,
Aqui fiz uma tatuagem e nunca apagarei.
Estou seguindo a vida,
Subindo mais um degrau,
Carregar histórias cumpridas
Que das boas me tira o mal.
Vou casar com o amor da minha vida,
Vou ter filhos, quem sabe filhas,
Não vou me aprisionar numa ilha,
Vou constituir minha terceira família.
A primeira: minha mãe e meu pai,
A segunda: vocês, amigos e colegas.
Nunca os irei deixar para trás,
Vocês me deram o caminho e as setas.
Não se preocupe, ainda teremos contato,
Seja por celular ou rede social,
Os guardarei em meu peito e no
porta-retratos,
E os lembrarei com risos até o final.
Não se preocupem ao sentirem minha
falta,
Não irei tão longe por um abrigo,
Pois ainda não vou à Pasárgada,
Mas prometo que quando for,
Eu os levarei comigo.
(Hugo Arcanjo Oliveira)

Nenhum comentário:
Postar um comentário