Longe, do nada, eu a conheci sorrindo,
Entre amigos, uma franja, e tatuagens;
Mas então vi seu coração partir,
Transbordando lágrimas e maquiagem.
Te dei um ombro e outro para mim sobrou,
Foi meio estranho, te beijei e gritei
gol.
Num jardim assoprei tua queimadura,
Te trouxe pra mim e dei uma armadura.
Na praia sob o monólogo do vento,
Enxuguei tuas lágrimas de saudade;
Nos perdemos no dilema do tempo
Ao não controlarmos nossa ansiedade.
A gente que perde o sono, e até espera,
Mas sem saber a hora de acontecer,
Ouve musica pra amansar a fera,
E pensa na vida até o amanhecer.
Eu sangro e arranco dentes de mil leões
Só pra te dar o mais lindo sorriso;
Eu transformo meus poemas em canções,
Mendigo a noite pra te ter comigo.
Sei que quando o teu sorriso me entope,
É quando aos ouvidos temos Pink Floyd;
Talvez quem nos combinou foi a arte,
A poesia entre Skid Row e Chico Buarque.
Tu não és meu troféu, é a vitória,
Sonho prestes a realizar.
Quero que me conte histórias
Como quero lhe contar.
Rimos ao nos beijar de olhos abertos,
Pensando nesse tal futuro incerto,
Imaginando um filho, ou dois, ou três...
Ah, vamos fazer a história de uma vez!
Vamos compartilhar a vida e amigos,
Pra rachar a cara e a conta no bar;
Desenhar nas paredes dos labirintos
Que a vida vier a nos proporcionar.
Faz medo tudo acontecer tão rápido,
A gente corre mais que nossas pernas,
Ninguém disse que isso será tão fácil,
Deixe que a alegria caia de paraquedas.
(Hugo Arcanjo Oliveira)

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