segunda-feira, 16 de junho de 2014

Enquanto isso... Um diálogo poético na Taberna:



Bertran: - Me diz, amigo. O que é covardia?
Manoel Antônio: - É covardia achar que a sua dor é maior que a do outro (mesmo se a causa for a mesma), é covardia rejeitar, ignorar, não dar muita importância a quem está ao seu lado e faz de tudo por você, simplesmente porque você se diz amar outra pessoa (uma hora a gente se dá conta e cansa, sabia?). É pura covardia não querer olhar nos olhos e dar um abraço frouxo, (principalmente quando se está diante de quem te ama). É uma puta de uma covardia fazer chorar quem te faz sorrir (ou já fez muito vc sorrir), ignorar um recado no Facebook então... Pura covardia. Levantar da cama sem ficar pelo menos 10 segundos pensando naqueles que te fazem bem, isso sim é covardia... Fazer sexo enquanto o outro faz amor, Deus meu, que covardia. Mas sabe qual é a pior covardia? É chorar em silêncio quando ninguém está olhando, é sentir o coração palpitar de dor e calar, calar a alma, é covardia aprisionar toda a dor para si como se fosse o dono do mundo, é covardia ver o seu amor se perder, estar prestes a se jogar em uma vala e você por pura vaidade não o impedir (e que dor há de ser maior quando não podemos impedi-lo?) é covardia achar que ele vai encontrar o caminho sozinho, é covardia acreditar, sonhar, amar, viver... Só, sem ser! Isso meu caro amigo, isso sim é covardia...

Vês, Bertran, como eu sou covarde! Nas noites minhas é que me encontro, é das madrugadas que sou amante, amo como jamais amei, e é por isso que meus goles são apenas de dor.

(Carol Velannes)




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