Um cão late pra
mim, feroz, a baba escorre pelo seu focinho,
Nos olhos o
medo. Sou um homem. Sou inimigo!
Uma criança na
calçada. A mãe e sua ferida aberta na perna,
O pai com o
cachimbo do crack, inibe sua fome, e estimula seu ódio e rancor.
O empresário faturou
mais de um milhão - negócios lucrativos!
Marcas do
chicote na mente do “peão”. Um gole de whisky pra comemorar.
Festas em salões
luxuosos, comida no lixão pela manhã,
O encanto da
propaganda nos olhos fragilizados dos infames.
E eu estou
criticando a hipocrisia dos governantes.
Estou preocupado
com o próximo demente. Oh! Desculpe, presidente.
Estou criticando
a bolsa paliativa, meu discurso é honrado,
Sou o próximo
burguês da lista.
O objeto que
domina o objeto. O homem que domina o homem.
Nada irá mudar o
vínculo quebrado com o Divino.
Nada prevalecerá
diante dessa terra cruel,
Onde, meu irmão, é
a alma do negócio.
(Tolices de
Marcus Joseph)

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