terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dominós.


Um cão late pra mim, feroz, a baba escorre pelo seu focinho,
Nos olhos o medo. Sou um homem. Sou inimigo!
Uma criança na calçada. A mãe e sua ferida aberta na perna,
O pai com o cachimbo do crack, inibe sua fome, e estimula seu ódio e rancor.

O empresário faturou mais de um milhão - negócios lucrativos!
Marcas do chicote na mente do “peão”. Um gole de whisky pra comemorar.
Festas em salões luxuosos, comida no lixão pela manhã,
O encanto da propaganda nos olhos fragilizados dos infames.

E eu estou criticando a hipocrisia dos governantes.
Estou preocupado com o próximo demente. Oh! Desculpe, presidente.
Estou criticando a bolsa paliativa, meu discurso é honrado,
Sou o próximo burguês da lista.

O objeto que domina o objeto. O homem que domina o homem.
Nada irá mudar o vínculo quebrado com o Divino.
Nada prevalecerá diante dessa terra cruel,
Onde, meu irmão, é a alma do negócio.

(Tolices de Marcus Joseph)


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