Em meu peito, escondida,
Entre o espeto fincado na ferida,
Ainda há amor semeado do cupido,
Da doce dona menina.
Seus olhos convidam a fechar os meus,
A lembrança é um ponto de partida,
És tão perfeita à obra de Deus,
É um presente que por mim é vivida.
Tento tocar-te a alma,
Seu amor por mim já é tocado,
Tento tocar tua pele pálida,
Pois teu corpo de mim é distanciado.
Teu amor vive em meu coração,
Mas teu corpo está só em minha canção,
Em minhas lembranças,
Como símbolo de saudade,
Mas ainda me resta esperança,
Que te terei de verdade,
De novo e de novo,
Como se o ontem nunca houvesse existido,
Todo carinho será pouco,
Diante do que farei contigo.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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