Minhas mãos clamam seus dedos,
Peço-te de presente em meu presente,
Peço-te curvado de joelhos,
Peço-te ao Onipotente.
Fico apressado, mais que atrasado,
Estou aqui, um pobre coitado,
Sentindo e tentando te sentir
Em meu corpo mal amado.
Minhas lágrimas escorrem a sua busca,
O diafragma a ti foca e se ajusta,
Mas te quero mais que em foto,
Quero-te mais que saudade,
Quebrarei essa parede em blocos,
E te tomarei em liberdade.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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