As flores sorriem seus bálsamos,
Porque o vento as tropeça no ar;
E ri da borboleta no alto,
Que cambaleia o seu ébrio voar.
Assim que sorri a natureza,
Que, apesar de ser tão chorosa,
É sempre imponente graciosa,
Sem nem deixar de se encantar,
À sua própria rica nobreza.
Crê em ser feliz por mais que a dor
Seja maior que o teu sorriso,
É a experiente aprendiz do amor
Que está no teu fraterno instinto.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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