sábado, 23 de abril de 2011

Reencontro.

Ah, se de repente tuas mãos tocassem os meus ombros, e num gemido carente me chamasse pra um papo longo; e eu ao te perguntar, e tu contar-me como está, dizer o quanto sentiu minha falta, olhar nos meus olhos de supetão, aprofundar seu toque dócil em meu coração; olhar-me fora adentro, ah, que olhar: duas esferas enormes, de globo esbranquiçado ocular, meio rosado, e no meio, um emaranhado, meio verde, meio azul, olhar quente, porém cru, alegre, contente, carente, nu; que me diz tudo que quero escutar, ou melhor, ver, presenciar... Diz-me tua alegria, o que te faz feliz, tua sabedoria, o quanto se contenta em ver a mim, o fim da agonia; espelhando o que está em teu coração, o quanto de mim está a gostar, sua preocupação quando não olhar nos meus olhos, quando há amargura em teu ser; quando pede socorro, quando brilhosos e molhados cotem o choro, mirando teus olhos abaixo, ou mesmo ao nada, que junto dele vem aquele beicinho, daquele, inocente, infantil, tão fofo, tão meigo, carente, que só quem ama acha lindinho, e a tua dor também sente, e quem ta de fora acha engraçado, junto ao seu rosto que demonstra o que está sentindo, que está curvado, enrugando tua meiga pele, tão lisa, tão pura quanto à noite, tão branca quanto à neve, tão fofa, tão doce, dá vontade de morder, de apertar, porém és frágil, e é tão romântico só alisar, como alisar quando está triste, o rosto qual me faz levantar, pedir para em meus olhos olhar, e me vem à vontade de te beijar; e te beijar, lavar cada um dos teus lábios encaixáveis, tão agradáveis, imensuráveis, irresistíveis que cobrem minha parte externa da boca, numa silhueta de nossa natureza, e quando eles se interiorizam, a gente sente inexplicavelmente, e quer prende-los, degustá-los, comê-los, mas sem machucá-los; enquanto nossos corpos se encaixam em um apertado abraço, costas e ombros cobertos por cada braço, onde nossas mãos nos acariciam, nos apertam, nos confortam, nos tomam, e nossos troncos querem se unificar, querem cada vez mais se tocar, um ao outro tomar, como é bom te abraçar! Enquanto ricos lábios se unificam em um beijo de novela, porém são coadjuvantes, pois nossas línguas protagonizam, enfeitam, encantam, encenam a dança do amor, a valsa do silêncio, onde só quem soa são os estalares do toque, são ares da nossa respiração; ah o beijo torna-se irresistível, provável mel, uma viajem aos céus... Chega de ilusão! Ah se tu olhar-me com aquela carinha sorridente envergonhada... Envergonhada que nada! Menina levada, doce danada; sorridente sempre, mostrando os lindos e tortos dentes, brilhantes como um luar em tua boca, mostrando tua rosada língua, em combinação com teus lábios também rosados, formando assim um sorriso que traduz o que os olhos haviam me dito, que ao todo me diz: ”sorri, pois te vi, estou feliz”. E agora tuas respostas podem mudar e todas suas dores agora podem acabar, pois estais ao lado de quem sempre você sonhou ultimamente estar. Ao lado de quem sempre tu irás amar, e agora a saudade não mais voltará, nem mesmo a do que nunca aconteceu, pois novamente serei eternamente seu.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

Um comentário:

  1. Bomn dia

    SALMO 18

    1 EU te amarei, ó SENHOR, fortaleza minha.

    2 O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.

    3 Invocarei o nome do SENHOR, que é digno de louvor, e ficarei livre dos meus inimigos.

    30 O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.

    32 Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho.

    Abraços

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