Em tuas gloriosas esferas,
Cores entre o verde e o azul
Colorem a graça bela
Que mora em teus olhos nus.
Cores que a tua pele combina,
E o teu sorriso, o grande mérito,
Como uma flor ao teu ser rima,
Desse teu brilho em tom poético.
Tua riqueza frágil a minha miséria,
É o ébano raro de minha paixão ébria.
É o motivo ao bater do meu coração,
És todo o garimpo, minha real ficção.
Ainda mal amada por mim,
És a fada d’eu, o querubim,
Que te honro o bico como espada,
É a honra ainda pouca, por ti é nada.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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