Poetas não vivem, eles sonham,
Tuas palavras simples encantam,
Das coisas tristes eles choram,
E dessa ignorância eles clamam.
E meus suspiros, quem lerás?
Quem ouvirá meu coração?
Quem das palavras viverá?
Meus arbítrios amarrarão.
Sou um caderno de pensamentos,
Sou um coração com sentimentos,
Sou excluso deste alinhamento,
Sem ouvirem meu argumento.
A palavra foi presa pelos ouvidos já tapados,
O poeta se desvaloriza sem ser gratificado,
E a luz apaga em um show poético, fantástico e belo,
O qual o poeta da poesia tenta quebrar o seu grande elo.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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