Quando o esconderijo está fugindo,
Quando meu chão é esse profundo mar,
Minhas dores de mim estão rindo,
Enquanto abençôo a criança a chorar.
Sinto saudades, nostalgia.
Nunca curarei essa agonia.
Eu, vítima do meu passado,
Eu sou isso, apenas um pobre escravo.
Mal andei e meus pés estão calejados,
Mal respirei e me sinto tão cansado,
Nem acelerei e vou pisar no freio,
Esquecer não posso, e seguir eu creio.
Perdão passa, mas as memórias ficam.
O passado, esse nunca voltará,
Mais uma nova história eu posso criar,
E curar dores que me edificam.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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