Nas noites sombrias de tempestades sinuosas,
Tua alma cobria minha covarde e medrosa,
Tua luz ofuscada pela senhora natureza,
Disfarça um pouco de tua nobre grandeza.
Não o deixarei partir para longe de mim,
Se voares me leva em tuas asas,
Se não quiseres levar-me daqui,
Irei me afogar em rios de lágrimas.
Pois longe de minha alma,
Que só implorará pelo teu perdão,
Vaga por sete manhãs ásperas,
Querendo compensar a solidão.
Angustiada de vidas passadas,
Quero purificar seu coração.
Tirar-te do peito toda a mágoa,
E dar-te o amor que os anjos contemplarão.
(Camila Guimarães & Hugo Arcanjo Oliveira)
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