Nesse mar de rostos,
O mundo fica tão pouco,
Tão tenso, tão louco,
Em minha mente um oco.
Nesse mar de lembranças
Não restam mais vinganças,
Apenas choram esperanças
De voltar a ser criança.
Tanta gente,
Tanta ânsia,
Tudo em mente,
Uma fiança.
Retratada em meu rosto,
Refletindo no azul d’água,
O doce-amargo gosto
De sentir o tempo que não pára.
(Hugo Arcanjo Oliveira)
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