sábado, 23 de abril de 2011

Tempestade.

Onde estão os aplausos?
Meu show já acabou!
Eu já caí deste palco,
Ninguém me segurou.

Tenho feridas costuradas,
Mas nenhuma destas curadas,
Nas dores anestesiadas
Dessa vida tão amargurada.

O coração já não bate,
Ele que já apanha tanto,
Por expor a nobre arte,
De doce e gracioso encanto.

Seu valor tão belo ao surreal,
Porém tão mero à realidade,
A dor do poeta é tão fatal,
Quanto uma grande tempestade.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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