Sei, às vezes é
assim, ficar sem sentido e direção, apenas um vazio que filtra o fôlego, trás
um frio que completa o vazio ao redor repleto de lágrimas que parecem
insecáveis.
Mas o caminho é ir
até a janela da alma e medir as nuvens do próprio desgosto tal ao claro do sol
de alegria que se tens no peito.
É verão, e breve
surgira atrás destas nuvens um brilho de sol o qual ofuscarás toda magoa que
houver próximo ao riso. E se chover, será rápido, o suficiente pra refrescar o
calor que aquece o peito.
Só espero que o
brilho do sol permaneça forte e, que breve, ofusque mais ao norte.
Só quero secar
as lagrimas que mancham estes lindos semblantes de beleza e que mostram a real
inocência e pureza que há dentro do coração, transpassando aos olhos da janela
da vida.
(Hugo Arcanjo
Oliveira)

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