Andei pensando
que eu deveria esquecer
E fiquei
chateado comigo,
Tudo por conta
da última vez que desistimos de mim.
Estive em
outras, mas nenhuma delas era ti.
Pensando que
nunca esqueceria,
E insistir em
tentar a quem não quer era uma tolice inevitável;
Então me pus ao
aluguel e fui uma abelha sem mel,
Mas foram
momentos fúteis que não valeram quão momentos sutis.
Mas mesmo que o
corpo queira o coração não deixa,
A mente percebe,
e o sentimento se queixa.
O beijo não
tinha sabor – Os lábios não eram os seus;
A pele não era à
sua cor – Não existia olhar no fundo do meu;
O toque não
tinha arrepio nem gosto;
Não era o teu
cabelo se enrolando ao meu,
Nem quando eu
tocava o teu pescoço.
Palavras
sinceras de carinho não existiam!...
Nenhuma era você
e nem pareciam.
E nem me fizeram
gritar o teu nome por engano,
Mesmo que meu
peito gritasse “eu te amo”.
E a quem a mim
pode se apaixonar, eu já cheguei a dizer:
“Eu não vou
conseguir te amar, eu nunca a irei esquecer”.
Como posso te
deixar assim tão fácil?
Sei que teu
orgulho não é maior que o espaço.
Numa noite, numa
tarde, numa dança... Nem em um milagre!
Elas me
abraçavam, e eu sem segurança, era um réu;
Mas quando tu me
abraças podem tiros cruzar os céus.
Num passado
remoto perdi meu controle,
Que rasgou
nossas fotos e murchou suas flores.
Eu faria de tudo
pra reanimar o teu coração;
Eu soltaria o
mundo pra segurar a sua mão.
Leia este
bilhete dirigido e pense em voltar pra mim,
Pois enquanto tu
não deitares comigo, não conseguirei dormir.

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