sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Primavera II.




Então se abre o dia, e o sol bate à minha janela,
Luminoso à manhã fria; ela está a minha espera;
Às nuvens nunca tiveram tantas ovelhas,
Tal como pastam às flores na primavera.

Levanta, abre-se flor, é hora de acordar!
De tantas flores o amor quer te regar,
Na pétala o beija-flor quer te abençoar,
Com o mais doce beijo o teu amado a dar.

Dura, nem se deixou abalar ao frio do inverno,
Ingênua, não soube dar o céu aos seus infernos;
Cega e com sede, murchou-se na solidão.
Não fique tão sedenta quando for verão.

Hoje, os passarinhos cantam a teu aluguel,
Com os olhinhos vibrantes à cor do céu,
Desejando o teu amor que foge - Amargo fel -;
E o beijo mais doce que teu pólen quando mel.

Deixe o amor traduzir e o sonho prever,
Se esse amor terá um fim, só cabe a você.
Se entregue, o amor não é um banho d’água fria,
Coopere, já gastei tantas poesias!

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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