Então se abre o
dia, e o sol bate à minha janela,
Luminoso à manhã
fria; ela está a minha espera;
Às nuvens nunca
tiveram tantas ovelhas,
Tal como pastam
às flores na primavera.
Levanta, abre-se
flor, é hora de acordar!
De tantas flores
o amor quer te regar,
Na pétala o
beija-flor quer te abençoar,
Com o mais doce
beijo o teu amado a dar.
Dura, nem se
deixou abalar ao frio do inverno,
Ingênua, não
soube dar o céu aos seus infernos;
Cega e com sede,
murchou-se na solidão.
Não fique tão
sedenta quando for verão.
Hoje, os
passarinhos cantam a teu aluguel,
Com os olhinhos
vibrantes à cor do céu,
Desejando o teu
amor que foge - Amargo fel -;
E o beijo mais
doce que teu pólen quando mel.
Deixe o amor
traduzir e o sonho prever,
Se esse amor
terá um fim, só cabe a você.
Se entregue, o
amor não é um banho d’água fria,
Coopere, já
gastei tantas poesias!
(Hugo Arcanjo
Oliveira)
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