sábado, 22 de setembro de 2012

O Exorcista.





Atirando nas latas de lixo,
O luxo que me tira do sério;
Tão estranhas e lentas como um bicho,
É a louca evolução em adultério.

A corrupção vem e destrói a harmonia,
E a inteligência é premio na loteria,
Pondo-se a exorcizar essa anomalia,
Com bombas de razão, crítica e poesia.

Curandeiros podres armam suas redes,
Esses santos que choram sangue verde,
Trocam seus papéis sem saber os seus;
Eles enganam os fiéis, mas não a Deus.

Com o seu deus morto como medalha,
Não discuta com O meu que Está Vivo!
Justiça divina tarda, mas não falha,
E certos pecados nunca são absolvidos.

O amor foi plagiado e virou mercenário,
E a TV o vende como um mundo imaginário;
O que é verdadeiro não vale dinheiro,
E nada disso vai comprar meu direito.

Eu tenho pena das mulheres secas:
Tão lindas e efêmeras; burras, dá dó.
E das crianças sem infância perfeita,
E choram ao crack que não é do futebol.

Eu tenho medo de atirar demais,
Pois cabra-macho não tem pele de aço,
Quero ver notícias boas nos jornais,
Não quero ver os meus livros rasgados.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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