Eu não sei, sinto as dores do presente,
Não sei se meu presente foram elas;
Nem sei se sinto essa nostalgia ausente,
Nem se sinto essa saudade tão velha.
Entre meu velho vício em sorrisos,
As lágrimas vieram escorrer;
É tão estranho, sou tão inofensivo,
E a risada achou de se perder.
Eu sei que é impossível viver sem dor,
Mas eu sei que o céu vai mudar de cor,
E a vida tem a cor a qual se pinta,
O difícil é achar a cor da tinta.
Então, são nessas horas que eu preciso
Daqueles amigos que estão distantes,
Do meu quarto fechado, dos meus discos,
De uma viajem sem rumo e alucinante.
(Hugo Arcanjo Oliveira)

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