sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Saudade Covarde.


Essa forte saudade que eu sinto,
É tão densa e forte quanto o mar,
Porém não tem a sorte de início
De a cada segundo ir e voltar.

É como uma brisa que refresca,
Que quando aqui vem, trás a paz;
Como amigos divertindo a festa,
Mas dura pouco e não satisfaz.

É como o sol d’ouro que nos queima,
Mas é necessário em nossas vidas,
E que é indispensável sem desfeita,
Doura, e não dura um inteiro dia.

Como uma coberta na manhã fria,
É como um florescer que vai surgindo,
Mas não pode acontecer todo dia,
Para ao amanhecer, ser o dia mais lindo.

E assim invade o coração,
Forte como as estações do ano,
Que quente chove no verão,
E mesmo frio faz sol no inverno.

E nesse vai e vem que é a saudade,
Só penso em formas de matá-la,
Pois essa vida é tão covarde,
Que me tomou todas as armas.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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