sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sono de Marionete.



Ainda não é o fim da minha esperança,
Mas eu me destroço, me desfaço,
Luto por uma gota de fiança,
Eu curo as dores em cada traço.

Os sonhos que lembram o passado,
E eu, tão tolo, os vivo ao dormir demais;
Ando pensativo e saturado,
Poupar cansaço não satisfaz.

Sonhos que fazem chorar,
O amor parece verdade,
É incomparável tal lar,
Mas é pura falsidade.

Ao acordar, o que era bom se acabou,
É passado que não retornou;
Preciso acordar mudar o que é real,
Que aconteça nada de natural.

E então a vida me desafia a te amar,
Fazendo-me marionete e brinquedo,
Que simplesmente a tu pode brincar,
E é justamente isso que eu tenho medo.

(Hugo Arcanjo Oliveira)

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