Ainda não é o fim da minha
esperança,
Mas eu me destroço, me
desfaço,
Luto por uma gota de fiança,
Eu curo as dores em cada
traço.
Os sonhos que lembram o
passado,
E eu, tão tolo, os vivo ao dormir
demais;
Ando pensativo e saturado,
Poupar cansaço não satisfaz.
Sonhos que fazem chorar,
O amor parece verdade,
É incomparável tal lar,
Mas é pura falsidade.
Ao acordar, o que era bom se
acabou,
É passado que não retornou;
Preciso acordar mudar o que
é real,
Que aconteça nada de natural.
E então a vida me desafia a
te amar,
Fazendo-me marionete e
brinquedo,
Que simplesmente a tu pode
brincar,
E é justamente isso que eu tenho
medo.
(Hugo Arcanjo Oliveira)

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