Entre as facas e o pleito,
Que apalpas o teu peito,
O que falta ao teu feito?
Há defeito que te dê tanta dor?
Quem afaga teu medo,
Quem te apaga em teu leito,
Se for farsa por enfeito,
Provarás que não é amor.
Esta tarja é o preceito,
Que te afasta o estreito;
Ela é a naja que como espeto,
Beija-te o peito esquerdo sem ardor.
E te abraça sem desejo,
Tu sem graça vês o ensejo,
Que na lata não viu no espelho,
E se vasta com mais rancor.
(Hugo Arcanjo Oliveira)

Nenhum comentário:
Postar um comentário