terça-feira, 22 de outubro de 2013

Maré Baixa.


Quem sabe a sorte de um amor tranquilo e macio,
seria o remédio para afastar a tristeza.
Sinto saudades do nós.
Quando antigamente, éramos felizes, e lindos e apaixonantes.

Eu queria que você me notasse de novo, talvez, nos notasse.
Eu quero dividir meu chão com você,
eu quero que me traga fôlego quando não houver ar.

Quero que passe a manteiga no meu pão, todas as manhãs,
e que não me traga um café.
Mas, faça questão de me tirar da cama, para fazer um café pra você,
mesmo eu odiando café.

Eu quero que um dia você acorde, e me perceba de novo.
Que é pra gente ficar junto.
Que aconteça o que acontecer,
tudo vai estar no seu devido lugar.

Sem borboletas no estômago,
sem ansiedades ou nervosismo.
Eu quero mudar o meu conceito,
porque todo dia eu aprendo que o amor,
nunca é nada do que eu imagino.

Todos os dias, é uma batalha nova,
para decifrar códigos e desvendar mistérios.
Antigamente, o nosso “NÓS” cheirava a paixão, a loucura, a rebeldia.

Antes eu me procurava. Era uma busca de quem eu era, em você.
E eu descobri que eu tava errada.
Amor não é só poesia e refrão.
É ritmo, é destempero e muita paciência.

Paixão, não é nada que a gente espera e quer.
Porque no fim, a gente quer calmaria, disposição.
E o amor, requer calma. Como diria Fernanda, Amar é Punk.

Não tem nada haver com loucuras,
e sim quando a gente sente os pés no chão.
É se sentir seguro, e ter alguém para segurar.


(Bia Carvalho)

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