domingo, 20 de outubro de 2013

Metáfora.

Às vezes sou vírgula, as vezes sou ponto final,
Dependendo da oração, de sua fé, do meu et. al.
Não me compare, faça de mim uma metáfora,
Não me desampare, me siga à diáspora.

Preciso voltar para dentro de mim,
Tirar a unhas essa casca sem fim,
Se sou o seu ontem, talvez seu hoje,
Só tenho certeza de quem de mim foge.

Sou um terreno mal invadido,
Um vira-lata, um cão bandido;
Eu preciso de um sono tranquilo,
Por favor não badalem os sinos!

Tenho que parar de contar histórias,
Para viver experiências mais novas;
Não queime meu barril de pólvora,
Ainda resta uma vontade própria!

Meus amigos... Se foram!
Meus inimigos... Esqueci!
Hoje escalo um morro novo,
Não sei se morro ou se já morri.
(Hugo Arcanjo Oliveira)



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