sábado, 6 de dezembro de 2014

Cinzas.


 
Fadados a pó, ao erro incansável,
a mil noites de lua,
e viver essa vida crua,
chorar diante da cruz,
ver seu anjo perder a luz.

Ver o mar a cor mudar,
ver o sol parar de brilhar,
ver a terra morrer,
e a vida esmorecer.

Ver o tempo correr, e jamais ser alcançado.
Perder, e não mais ter achado,
segurar meteoros com as mãos,
ver as cinzas caírem no chão.

E quando o chão rachar,
água não poderás encontrar,
lagrimas vão jorrar.
E os fantasmas do medo serão presentes,
uma vela não será acesa,
e a escuridão parece crescer.

Chega a enlouquecer,
dinheiro não compra a natureza,
e nada restara na mesa,
só o vazio e o arrependimento...
Ninguém volta no tempo!

O tema dessa destituição é a vida de ilusão,
e da falta de atenção,
navegar no mar sangrando,
e de céu escuro e pálido.

Sem estrelas para adormecer,
sem o ar para respirar,
sem a força que rege a vida,
és as cinzas da despedida.


(Darlan Santos Nunes)


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