Fadados
a pó, ao erro incansável,
a mil noites de
lua,
e viver essa
vida crua,
chorar diante da
cruz,
ver seu anjo
perder a luz.
Ver o mar a cor
mudar,
ver o sol parar
de brilhar,
ver a terra
morrer,
e a vida
esmorecer.
Ver o tempo
correr, e jamais ser alcançado.
Perder, e não
mais ter achado,
segurar meteoros
com as mãos,
ver as cinzas
caírem no chão.
E quando o chão
rachar,
água não poderás
encontrar,
lagrimas vão
jorrar.
E
os fantasmas do medo serão presentes,
uma vela não
será acesa,
e a escuridão
parece crescer.
Chega a
enlouquecer,
dinheiro não
compra a natureza,
e nada restara
na mesa,
só o vazio e o
arrependimento...
Ninguém volta no
tempo!
O tema dessa
destituição é a vida de ilusão,
e da falta de
atenção,
navegar no mar
sangrando,
e de céu escuro
e pálido.
Sem estrelas
para adormecer,
sem o ar para
respirar,
sem a força que
rege a vida,
és as cinzas da
despedida.
(Darlan Santos
Nunes)

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