Viver é
frustrante. É penoso. É luta permanente...
Viver em um mundo
onde as relações de mercado
possuem mais
valor que as relações humanas, é extremamente doloroso!
Deus??! O Senhor
que me perdoe, mas até quando ouço o Vosso Nome,
o que está por
trás, é o “dinheiro”.
Mas estou aqui,
e a vida que me foi entregue,
não cabe a mim o
ato de dar cabo por minha própria vontade.
É preciso seguir
nessa luta do “eu” contra “eu”.
É preciso
encarar o sistema sem “ser” o sistema. É difícil... muito difícil...
Entrar no mercado
de trabalho e executar, senão as grandes,
as pequenas
corrupções que o mesmo exige.
Conquistar seu
salário para poder consumir, buscar “suprir
suas “necessidades” e as de sua família.
Ir em busca de
seus objetivos e entrar numa sala de aula,
onde se faz
necessário ouvir coisas que são levadas a um nível máximo de importância, mas
que não significam tanto como eles querem provar.
Não gosto de
estudar Economia, enquanto a Pedagogia,
Sociologia,
Filosofia, Literatura, Teologia, Artes, etc. estão escorrendo pelo ralo,
desvalorizadas e sobrepujadas...
Não gosto de
estudar sobre Sistemas de Mercado, enquanto o “sistema”
familiar se
encontra na beira do abismo e sem “investimento” nos “valores”.
Não gosto de
estudar Matemática, enquanto o somatório de todos os afetos
não é dividido
pelo somatório de compaixão.
Não gosto de
estudar Contabilidade, enquanto as contagens do
meu “balanço”
são regressivas, assim, como o levantamento
dos meus dias,
nessa terra sem valores reais.
(Tolices de
Marcus Joseph)

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